11 de maio de 2009

Quando o remédio é escrever

Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem atenção de pesquisadores 
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por Jessica Wapner
Viver Mente &Cerebro - edição 192 - Janeiro 2009
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A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta. Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia. Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.
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Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs. De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso. Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor. A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências estressantes pode funcionar da mesma forma.
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Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação. Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty. Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas. “Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a liberação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.
para ver a materia na integra: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/quando_o_remedio_e_escrever.html

21 de janeiro de 2009

CONVÊNIO

É com prazer que comunico a parceria feita recentemente com a ANABB - Associação Nacional de Funcionários do Banco do Brasil.
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O Convênios foi firmado com a finalidade de favorecer o acesso a psicoterapia dos associados e funcionários da Empresa.
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Para aproveitar as facilidades dos convênios, basta apresentar o cartão da ANABB.
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Este convênio está disponível na página eletronica- http://www.anabb.org.br/
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Katiane Fagundes

27 de maio de 2008

O Combustível da Autoconfiança

Desarrumada e mal vestida, a menina negra, magra pela fome e não pela anorexia, desceu o morro carioca para tentar a sorte no programa de calouros de Ary Barroso. Era o momento áureo do rádio que, dos anos de 1930 a 1950, revelou grandes nomes da MPB.
Na fila de inscrições estavam lindas jovens bem vestidas e a menina favelada olhava para elas sem qualquer medo. Tinha apenas treze anos e já era mãe. Seu bebê estava doente e ela precisava fazer algo para conseguir algum dinheiro. No corredor os calouros aguardavam o chamado e em seguida entravam trêmulos.
- Elza Gomes da Conceição, sua vez! Após ouvir seu nome, a menina cruzou a porta do estúdio. Cerca de mil pessoas a aguardavam. O programa era o maior sucesso na época e no palco estava o grande Ary Barroso, autor de “Aquarela do Brasil”, pois ele próprio acompanhava os calouros ao piano.
Ao ver a menina com no máximo 35 quilos, subindo ao palco completamente desengonçada, usando uma roupa emprestada e ajustada com alfinetes para conter as sobras de pano, duas marias-chiquinhas, a platéia explodiu na risada. O apresentador do programa arrumou os óculos e disse, friamente:
- Aproxime-se.
Ela ignorou as gargalhadas e foi até ele.
- O que você veio fazer aqui? – perguntou intrigado.
- Ué, eu vim cantar. – disse ela com o ar mais inocente desse mundo.
- Mas quem disse a você que você canta? - Eu! – falou com voz firme.
- Diga-me uma coisa: de que planeta você veio? – questionou de forma ácida.
Ela respirou fundo e lhe respondeu:
- Eu vim do planeta-fome, seu Ary. Do mesmo planeta de onde o senhor veio.
Nesse momento o auditório se calou. Ali estava uma adolescente cheia de bravura, desafiando o grande ícone da música brasileira, lembrando que ele próprio também tivera um berço pobre e que havia passado por dificuldades acerbas como as que ela no momento passava.
Silencioso, Ary apontou para ela o microfone e deslizou seus dedos no teclado em seguida.
A menina então começou a cantar com a voz afinada e ao mesmo tempo arranhada, rouca, única, apresentando efeitos que ninguém jamais tinha ouvido.
No final, o mesmo público que riu tanto dela em sua chegada vibrou de emoção e encheu o estúdio de palmas.
Ela as recebeu chorando, abraçada com Ary que, igualmente muito emocionado, disse:
- Senhoras e senhores, nesse exato momento acaba de nascer uma estrela.
Elza Soares, em seu livro “Cantando para não Enlouquecer”, narra sua história repleta de momentos de superação como esse.
Podemos nos perguntar: o que faz alguém como ela chegar à vitória, vencendo obstáculos tidos com intransponíveis, atravessando oceanos de dificuldades?
O que move uma alma na direção da excelência em qualquer área, fazendo com que até mesmo os maiores problemas se transformem numa espécie de combustível para vôos mais altos?
O que produz essa certeza de que não há porque recuar e que vale seguir adiante?
Resposta: Auto-confiança.
Ter convicção do nosso próprio potencial e sentir que é possível fazer algo valioso, com aquilo que já guardamos em nosso interior, é uma espécie de elemento mágico que promove a química do sucesso.
Pessoas que não acreditam em si mesmas acabam não deixando aflorar o imenso poder que já possuem.
Mas aqueles que têm convicção das suas habilidades e talentos e que, por outro lado, também são capazes de reconhecer seus pontos fracos, se colocam no caminho do crescimento. Ter auto-conhecimento para perceber aquilo que podemos melhorar não significa sentir-se pequeno, fraco, mas representa poder de percepção para melhorar continuamente.
Portanto, se confiamos em nós mesmos podemos ver, com tranqüilidade, aquilo que nos falta, ao mesmo tempo em que notamos aquilo que já possuímos de bom.
Esse duplo foco nos desperta uma grande energia na busca dos nossos propósitos.
Como dizia Henry Ford: “Se você acredita que pode ou se você acredita que não pode, de qualquer jeito estará certo”.
Estou convicto de que a história de Elza Soares, essa fantástica cantora da nossa terra, pode ser inspiradora para você.
Ela nos lembra o quanto podemos fazer diferença no mundo quando, diante das dificuldades, respiramos fundo, acessamos recursos latentes e seguimos firmemente na direção dos nossos sonhos.
Vou dizer algo para você e espero que lembre sempre disso. Duas palavras bem simples mas que expõe a minha crença de que você tem grande força interior, bem como o meu desejo de que mostre ao mundo seu potencial.
As palavras são: Você pode!
Esta metáfora foi extraída do site http://www.metaforas.com.br/

31 de março de 2008

MOMENTO REFLEXIVO

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QUE ESCOLHAS VOCÊ TÊM FEITO?

21 de novembro de 2007

STRESS

Atualmente, recebo muitas pessoas em meu consultório se queixando de stress.
Mas o que é exatamente o stress?
“Stress é uma palavra bem antiga em inglês, que veio adquirindo ao longo do tempo diversas acepções, cuja datação histórica encontra-se detalhada no Oxford English Dictionary. O dicionário dá a palavra stress como forma derivada por aférese (perda de letra ou sílaba inicial) de distress, admitindo ainda a filiação ao francês antigo estresse (estreitamento, aperto), oriundo este do latim strictus, particípio passado do verbo stringo, ere, estreitar, apertar, comprimir, através do latim vulgar strictia.
Em 1936 Hans Selye, médico e pesquisador austríaco que trabalhava em Montreal, no Canadá, empregou pela primeira vez como termo médico, a palavra inglesa stress para caracterizar qualquer agente ou estímulo, nocivo ou benéfico, capaz de desencadear no organismo mecanismos neuroendócrinos de adaptação.”
E por que sentimos stress?
O mecanismo orgânico gerado pelo stress era muito útil para nossos ancestrais quando estes se encontravam frente a uma onça, por exemplo. Pois desta forma eles estariam prontos para lutar ou fugir do perigo iminente.
Porém hoje em dia, a onça que acionava o stress no organismo do nosso amigo ancestral mudou de roupagem e agora se apresenta como: contas a pagar, prazos cada vez mais curtos, trânsitos caóticos, violência urbana, trabalho aos fins de semana e tantas outras questões vividas diariamente.
No momento em que vivemos tantas necessidades urgentes, o stress se faz presente, e nosso organismo é ativado cada vez que reconhece nestas exigências uma ameaça.
Seria tudo muito simples.
Temos uma exigência, nosso organismo a reconhece, nos prepara para lutar ou fugir, seguimos em uma das direções e pronto, acabou o problema.
Porém, não é bem assim.
A energia liberada pelo stress não encontra mais alvo. Ela é desencadeada em situações que não trazem ameaças reais a sobrevivência, logo, ela se volta para aquele que deveria ajudar, prejudicando o sistema de equilíbrio dinâmico do organismo.
O stress é considerado pela Organização Mundial de Saúde uma das maiores ameaças à saúde do século XXI.
E depois de saber disso tudo, o que fazer?
É preciso direcionar o olhar para si, e observar os pilares sobre os quais a vida se baseia: nossa existência física, a família, os amigos, o lazer, as crenças religiosas... Nesses campos, e em tantos outros que se possa pensar, temos a possibilidade de resgatar vivências que agem positivamente em nosso existir, compensando os momentos tumultuados da rotina e devolvendo o sabor da vida.
Mas não pense em eliminar definitivamente o stress da sua vida. Além de ser impossível, o stress faz parte da vida e também se apresenta de forma positiva, sendo chamado de eustress.
O bom stress (eustress) possibilita reações a ameaças reais, a mudanças, bem como o estímulo a ação em situações que exigem resistência ou adaptação.
Dessa forma, podemos verificar que observar como se lida com as atribulações do dia a dia se faz necessário para não cair na armadilha do stress nocivo, citado na linguagem comum como sinônimo de cansaço, fadiga e preocupação.

25 de setembro de 2007

Quando Buscar uma Psicoterapia?

No decorrer de nossa vida, aprendemos a compatibilizar nossos desejos pessoais com as exigências do mundo que nos rodeia, porém, em algum momento a necessidade de buscar ajuda pode surgir; pode ser através de terceiros - alguém diz que você precisa de ajuda, ou emerge lentamente uma sensação de desconforto, e em determinado momento você se dá conta que não está conseguindo lidar com suas dificuldades satisfatoriamente.
A necessidade de iniciar o processo pode surgir em qualquer momento da vida, podendo se configurar de diversas formas: individual, em grupo, casal ou família.
A psicoterapia oferece recurso para lidar e superar os sofrimentos da existência, em qualquer forma que ele possa se apresentar. O processo terapeutico, também abre espaço para o desenvolvimento pessoal através do reconhecimento e aceitação de características e padrões de comportamento, oferecendo ferramentas para o gerenciamento da vida e suas possíveis mudanças.
O psicoterapeuta, a partir de uma capacitação teórico– técnica, irá acompanhar o cliente a trilhar seus caminhos interiores. Passo a passo o psicólogo ajudará a ver sua historia de forma diferente, fazendo questionamentos diferentes e seguindo na possibilidade de perceber as coisas sob novos ângulos, ampliando a capacidade de autogerenciamento e permitindo novos rumos para a vida.
Cabe ao cliente investir em seu processo terapêutico, participando ativamente do seu autoconhecimento, desafiando a si mesmo na aceitação de fatos e comportamentos que eram negados, ofuscados e não aceitos.